Mustasch, Mustache ou Bigode?

Para os suecos é uma banda de metal que leva o nome de Mustasch e para mim é uma banda que leva o nome de Bigode. Fico aqui imaginando com os meus botões como seria um apresentador brasileiro anunciando a banda: “E agora com vocês a banda Biiiiigooooodeeeee”. Nossa, muito feio, né?!

A banda foi formada em Gotemburgo em 1998 por 4 “caboclos-vikings” e a escolha pelo nome Mustasch (bigode em sueco) se deu porque muitos dos heróis musicais dos integrantes tinham bigode, como Freddie Mercury do Queen e Tony Iommi do Black Sabbath. Olha que bonito isso! Criatividade é tudo gente!

Os caras já são meio tiozões, mas continuam com pique total. Sem dizer que além do bigode, os integrantes curtem uma barbinha também.

Não tenho nenhuma atração por esse tipo de música. E por que então estou fazendo propaganda gratuita de uma banda sueca de heavy metal?

O fato é que agora eu e meu marido temos meio que uma espécie de cartão fidelidade do parque de diversões Liseberg, aqui em Gotemburgo, e que é válido por 1 ano. O cartão dá direito a entrar quantas vezes nós quisermos no parque e aproveitar as exposições que nele ocorrem, além de permitir a assistir alguns shows durante o ano. E já que o dinheiro está pago mesmo, o jeito é fazer valer à pena.

O show aconteceu no parque no dia  25 de maio e começou pontualmente às 20 horas. É meio estranho assistir um show de heavy metal em plena luz do dia e com tantas pessoas comportadas por metro quadrado.

Além disso, percebi que há noivas e noivas. Algumas preferem fazer sua despedida de solteira em piqueniques e outras preferem assistir a um show de heavy metal. A caracterização da noiva condiz com a personalidade.

Outro fato curioso que pude observar é que muitas pessoas durante o show estavam utilizando proteção auricular como essa mocinha da foto (#coisasdesueco).

Ah, sem dizer que durante o show recebemos, por coincidência, ligação dos nossos pais e do Claudio, um amigo super querido, que mesmo distante está presente mais do que nunca em nossas vidas. Conseguimos transmitir ao vivo, diretamente de Gotemburgo para São Paulo, um pedacinho da barulheira (#amoatecnologia).

O show durou aproximadamente cerca de 1h30 e deu pra se notar como tinha gente curtindo o som.

Pra quem gosta aí vão dois vídeos de uma parte do show com direito a muito barulho.

Mustasch live music
Mustasch live music

Vi ses… hej då! ;-)

Pula Pula

Depois que a neve se foi e a temperatura mais amena começa dar o ar da graça é o momento em que os suecos colocam novamente as camas elásticas para fora. Afinal, é o momento de entreter a criançada.

No bairro onde moro já vi algumas delas e sempre fiquei pagando o maior pau de ver o divertimento dos suequinhos. Ficava ali secando e pensando: “preciso dar um jeito de fazer amizade com esses mini-vikings”. Pois bem, a amizade ainda não rolou, mas pelo menos eu já tenho um alvo. A cama elástica do meu vizinho.

Além das camas elásticas particulares como essa, aqui em Gotemburgo há outro lugar que tem uma cama elástica pública. É um pouco diferente, pois além de ser pequena, está embutida numa espécie de tablado.

Nos dias mais ensolarados é comum ver mães e pais com seus pimpolhos nesse lugar em Järntorget.

Nem preciso dizer que eu também ficava ali babando de vontade, vendo as criancinhas pulando, pulando e pulando. Eu ficava igualzinho a cachorro na porta de padaria… vendo os franguinhos girando, girando e girando.

Até que um belo dia, andando de bicicleta nessa região, eis que finalmente os deuses estavam ao meu favor. Não havia absolutamente ninguém para atrapalhar os meus planos (pelo menos durante alguns minutos). Tratei de estacionar a bike o mais rápido possível, corri para a cama elástica e comecei a queimar as calorias da pancinha. Um sentimento de prazer, êxtase e emoção tomou conta de mim, pois finalmente eu estava satisfazendo o meu desejo… o de pular como louca ensandecida.

   

Nunca pensei que fosse tão divertido gastar um pouco de energia nessa coisinha chamada pula pula. Olha a minha cara de felicidade e serenidade:

E como alegria de pobre dura pouco, tive que parar, pois uma criancinha se aproximou do pula pula… sabe com aqueles olhos de gatinho do Shrek e é claro que não pude resistir. E quando parei olha o desespero dela:

Se eu descobrir quem foi que disse que pula pula é coisa de criança, vou enfiar o dedinho bem no meio da fuça dele e fazer cara de “fuinha”. Isso é coisa de adulto também, porque queima altas calorias, viu?!

Vi ses… hej då! ;-)

A Teimosa sai da telinha

Quando morava em São Paulo eu tinha muita vontade de escrever um blog, mas com a correria do dia a dia não me sobrava muito tempo. É claro que nessa época o foco era outro, porque eu queria postar sobre o amor que tenho por make up.

Porém, com tantos blogs sobre esse assunto, resolvi acordar e pegar a primeira nave espacial de volta à Terra. Percebi também que era melhor continuar como um maracujá de gaveta e feliz, do que parecer a cereja do topo do bolo e com gosto de chuchu.

Até que surgiu a oportunidade de me mudar para a Suécia e com ela o desejo pelo blog reacendeu. Assim como tantos outros brasileiros, que estão espalhados pelo mundo, eu também tive a brilhante ideia de fazer mais um blog, contando um pouco sobre as experiências e desafios de se viver fora do Brasil.

Mas blogar sobre esse assunto tem um gostinho diferente. As experiências, novidades, desafios e alegrias são únicos e insubstituíveis para cada brasileiro.

Mas afinal de contas onde eu quero chegar com tudo isso? Quero dizer que aconteceu algo que me deixou pra lá de feliz, porque fui até a Lua e voltei numa explosão de alegria. Sabe aquela sensação de ser a última bolacha do pacote? É assim que me senti quando a teimosa aqui saiu da telinha. E como isso aconteceu?

Recebi um e-mail super fofo da Taís, uma brasileira de Curitiba, que estava visitando Gotemburgo e surfando na internet encontrou o meu blog Diário de uma Teimosa. E-mail vai, e-mail vem, combinamos de nos encontrar para um café e decidimos ir ao Café Husaren (falei sobre ele aqui).

E não é que para a minha surpresa ela levou outra brasileira também de Curitiba, a Ludmilla, que havia conhecido recentemente. Olha que double happiness. Huhuhuhu!!!

Tagarelamos, rimos, tomamos café e comemos tortinhas bem calóricas como essa aí da foto.

O que dizer desse encontro? Ué, meio óbvio, né?! FOI MARAVILHOSO!

Pra se ter uma ideia do quão bom foi esse nosso encontrinho, acabamos marcando de nos encontrar novamente… mas isso é assunto para outro post.

É impressionante como a internet nos aproxima e nos permite conhecer pessoas do bem também.

Vi ses… hej då! ;-)

Suecando: Mat

Gente, que vergonha, simplesmente eu abandonei o Suecando. Eu juro que queria postar toda semana uma coisinha nova sobre esse assunto, mas com tantos acontecimentos, isso acabou caindo no esquecimento.

Mas para a alegria de alguns pobres mortais de plantão, hoje resolvi retomar essa categoria. Essa semana eu postei somente sobre a arte da comilança, então nada mais justo que fechar com chave de ouro e um pouquinho de aprendizado, não é mesmo?!

Então… vem com a tia Vânia.

A palavra comida em sueco é chamada de mat e se pronuncia da seguinte forma:

Mat: [mót]

Apesar de mat ser escrito igual à língua inglesa, seu significado e pronúncia são completamente diferentes. Em inglês essa palavra significa capacho (no sentido de tapete), o que não tem nada a ver com comida no idioma sueco.

Viram como é fácil? Vem suecar comigo!

Vi ses… hej då! ;-)

Degustando: Toffifee

Apresento mais uma nova categoria do Diário de uma Teimosa… o “Degustando”.

Aqui vou compartilhar alguns produtos que são facilmente encontrados nos supermercados daqui e irei expressar minha opinião sobre eles. Meu objetivo é colocar somente as guloseimas para sanar a curiosidade de vocês. Quero deixar todo mundo com água na boca!

Aí alguém me pergunta: mas e se um dia você degustar algo e não gostar irá compartilhar também? A resposta é sim. Afinal comer, degustar e expressar a opinião é uma arte que eu tenho feito e muito ultimamente.

Além disso, já aviso de antemão que pode acontecer de um dia eu postar algo que também tenha no Brasil, mas que por algum motivo eu ainda não tinha experimentado. Tá valendo tudo hein galera!

E hoje resolvi inaugurar essa categoria com o Toffifee. Trata-se de uma marca de doces de caramelo que pertence a uma empresa alemã com sede em Berlim. É uma espécie de copinho de caramelo contendo nougat cremoso e avelã e por cima um botão de chocolate. Ele é bem conhecido nos EUA também, mas leva o nome de Toffifay.

São vendidos em embalagens de 4, 12, 15, 24 e 48 unidades. Nos supermercados daqui, eu vi apenas em embalagens de 15 e 48.

O preço não é algo exorbitante, mas também não é baratinho como um dadinho da Dizioli. Eu não lembro direito, mas acho que uma caixa com 15 unidades custa em torno SEK 25,00 (R$ 6,25).

Achei uma delícia e estou viciada nele, porque você come que nem pipoca, ou seja, um atrás do outro. Mas não recomendo a quem usa dentadura ou esteja em tratamento dentário, porque vai grudar.

Vi ses… hej då! ;-)