O nascimento do blog e a chegada à Suécia

Após muito estresse e correria pré-viagem para tentar resolver a vida no Brasil finalmente cheguei a Gotemburgo. Tudo bem que já faz um mês que mudei de mala e cuia, mas só agora decidi criar um blog para compartilhar um bocadinho de como as coisas andam na minha vida por essas bandas.

Para dizer bem a verdade eu não tinha planos de fazer esse tal diário. Juro! Mas aí que a minha família e os amigos queriam ver as fotos toda hora e nem sempre eu fazia o upload para o Facebook. Cheguei até a mostrá-las pelo Skype, mas no fim se tornou inviável continuar desse jeito. Fora isso nem todos possuem acesso às redes sociais, o que acaba dificultando o meio de campo. Minha mãe é um exemplo. Então, achei mais prático criar esse espaço e assim dividir com eles as fotos, os lugares e as minhas experiências. E quem sabe compartilhar com você também que está interessado em conhecer um pouco mais sobre essa terra de gigantes que é a Suécia, hein?

Há tantas novidades rolando ao mesmo tempo, que minha cabeça anda a milhão por hora para dar conta de absorver tudo.

Mas antes de escrever sobre o que aconteceu nesse um mês e pouco que estou na terra dos vikings, vou dar uma geral de como foi minha chegada à cidade.

Meu marido aterrissou em Gotemburgo em março desse ano. Ele veio três meses antes de mim para constatar com os próprios olhos se não estávamos caindo numa roubada. Nunca se sabe, né? Pensa comigo! Se mudar de casa já é difícil, imagina de país!

Pois bem. Cheguei no início de junho quando a temperatura estava mais agradável. Acho que foi a época ideal, sabe? Assim não senti os efeitos do inverno que dizem por aí que é mega deprimente.

Apesar da longa viagem do Brasil até a Suécia, essa foi a melhor de todas. O banheiro não ficou interditado, ninguém ficou tossindo, nenhuma criança choramingando, ninguém roncou e nem ficou cheirando a “bundum” perto de mim. Isso sem dizer que a poltrona do meu lado veio vazia, o que me proporcionou dormir tranquilamente com as pernas esticadas por algumas horas.

Chegando no aeroporto o maridão estava me esperando. Como minhas malas estavam mega pesadas e eu precisei de ajuda até para tirá-las da esteira (uma com 37kg e a outra com 40kg), a gente optou por pegar um taxi. Poxa nunca havia pensado nisso, mas como é difícil colocar parte da sua vida dentro de apenas duas malas, né? Não dá para fazer um resumo dela e eu senti isso na pele. E sofri!

Pisando em outro país a gente sempre tem aquela imagem de que tudo é perfeito. Mas foi aí que veio a primeira surpresa. Na Suécia como em qualquer lugar desse mundo tem gente querendo bancar o “esperto”.

A história foi a seguinte. Um taxista malandrinho quis nos dar um golpe. Antes de o carro dar a partida, maridão perguntou a ele quanto custaria a corrida (já que o valor é fechado previamente). E foi aí que o taxista todo sabichão disse um valor acima do que consta na tabela. Dá para acreditar nessa barbaridade? Porém, como o maridão estava há alguns meses no país e já tinha noção dos valores, sacou logo de cara que ele queria se aproveitar da situação. Maridão, sem paciência alguma, deu um pito no taxista, abriu a porta do carro, tirou a minha bagagem do porta-malas e perguntou em alto e bom som se tinha algum taxista ali que cobrava o valor correto dos passageiros. Na mesma hora conseguimos uma fila deles. O taxista golpista, todo sem jeito, tentou arrumar a embrulhada que tinha feito, mas aí já era tarde demais. Pegamos outro taxi e garantimos assim um trajeto tranquilo e algumas coroas suecas a mais no bolso. Ainda bem!

Chegando à casa nova larguei as malas e, mesmo cansada, fui dar uma volta pela cidade para ter minhas primeiras impressões.

Primeira casa que morei em Gotemburgo

A cidade apesar de ter em torno de 500.000 habitantes é bem bonita, turística, possui uma infraestrutura de transporte espetacular, muitas pessoas exuberantes e o melhor é que parece ser totalmente segura.

Poseidon na Götaplatsen em Gotemburgo

Sistema de transporte em Gotemburgo

Kronhuset em Gotemburgo

Igreja de Haga em Gotemburgo

Igreja Domkyrkan em Gotemburgo

E mais duas coisas me chamaram a atenção nesse dia:

  • Vi um casal de noivos dentro do bonde. É isso mesmo. Ela de traje completo. Vestido, véu, grinalda e buquê. E ele de fraque. Lindo, alto, bonito e sensual. De cara se percebe que “é cada um no seu quadrado” e “ninguém se importa com o que outros irão pensar”. Adorei esse estilo e foi uma pena que não consegui tirar foto para postar aqui. 🙁
  • E me deliciei com o sorvete viking mais gostoso ever do pedaço. Além do sabor estupidamente delicioso, o dito cujo ainda tinha uma textura super macia. 😀

Sorvete para refrescar o dia

Bom, é isso aí. O blog está inaugurado e eu espero poder compartilhar muitas coisas interessantes, até porque esse será meu novo lar. Gotemburgo e o diário.

Agora, a pergunta que não quer calar: “será que eu vou gostar?”. Vou torcer para que sim e estou com os dedinhos cruzados desde já!

Välkommen!

Vi ses… hej då! 😉

6 thoughts

  1. Olá Vânia, meu nome é Renan, tenho 16 anos e sou de Cuiabá, Mato Grosso. Estou pensando seriamente em partir para a Suécia pois brasil definitivamente não é meu lugar. Já fui assaltado mais de 18 vezes, já sofri racismo várias vezes por ser branco (isso mesmo, eu mesmo acho estranho, mas me ofendem por ser branco); mas o estopim foi um sequestro que minha familia sofreu, onde os bandidos nos amarraram e roubaram a nossa casa (ate os quadros das paredes). Enfim, não quero mais viver nesse inferno, quero um lugar com vida simples, seguro e confortavel. Ja sei muito sobre a Suécia, a prima de minha mãe vive em Estocolmo (È brasileira casada com Sueco). Gostaria de saber como faço para ir embora e levar meus pais, quando completar 18 anos claro; como faço para conseguir emprego, se eu corro risco de sei la, ficar tanto tempo desempregado e acabar morando na rua. Enfim, tenho várias duvidas; mas por enquanto é so esta: Posso pedir visto de permanencia com o auxilio desta prima?
    Grato

    1. Olá Renan!
      Entendo o seu caso e sinto muito por você e sua família terem passado por essa situação. Visto de permanência só é concedido após 4 anos morando no país e mesmo assim você precisa comprovar o motivo: trabalho, estudo ou laço familiar (ter um parente na Suécia não te dá direito ao visto; nesse caso é necessário ser casado com um parceiro sueco). Sugiro você dar uma lida num texto que explico os tipos de visto http://diariodeumateimosa.com/2014/12/16/como-faco-para-morar-na-suecia/. Depois dê uma lida também em outro texto que falo como funciona a questão do emprego. Não é tão fácil quanto parece http://diariodeumateimosa.com/2015/02/18/emprego-na-suecia-voce-quer-um/
      Boa sorte! 😉

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