“Tram”, trem ou bonde?

Não importa se é chamado pelos suecos de Tram, por mim de Trem e pelo maridão de Bonde. O que importa é que agora EU AMO andar de transporte público. 😀

Por muitos anos andei de ônibus e metrô em São Paulo e confesso que não é fácil depender desses transportes numa “big city”. Sempre cheio e com poucas linhas para atender a população. Sem falar que quando quebra um, a cidade vira um caos. E os dias de greve, então? Melhor nem comentar.

Me lembro que quando eu trabalhava na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, eu chegava quase todos dias estressada e chorando de raiva no trabalho. Eu morava na Zona Leste (a famosa ZL) e precisava pegar um ônibus e um metrô pra conseguir chegar ao trabalho. Até aí tudo bem. A questão eram os problemas que eu enfrentava diariamente:

  1. Os motoristas nunca passavam no horário (e aqui não estou falando de trânsito, porque às 6h30 eu já estava no ponto esperando o dito cujo);
  2. Muitas vezes não paravam;
  3. Sem falar que em outros momentos eu nem conseguia chegar perto da porta de entrada, porque já estava lotado.
  4. E o metrô então? Quando chegava na estação Bresser (linha vermelha) eu não conseguia entrar no metrô. Tinha que esperar passar uns 5 trens mais ou menos pra conseguir entrar. Sem falar que depois que eu conseguia entrar, eu precisava dar um jeito de me segurar pra ninguém me colocar pra fora na próxima estação (Brás), porque o empurra-empurra era uma verdadeira malhação.

Eu ligava diariamente para a central de reclamações da SPTrans, relatando o meu sofrimento e dedurando todos os motoristas . Eu anotava tudo: horário da ocorrência, número da linha, número do ônibus, da placa, passava endereço. Afe era a maior maratona, mas que da prática fez a perfeição. Sinceramente, acho que nunca resolveu nada, porque os problemas continuavam.

Finalmente, quando casei me mudei para a Zona Sul, pertinho do metrô, mas agora na linha azul… huhuhu. As coisas melhoraram e muito, porque agora para minha felicidade e da torcida do Corinthians eu não participava mais do rala-coxa da linha vermelha. Eu conseguia ler, estudar, olhar a vida alheia ou simplesmente curtir o meu sono.

Desabafos a parte, agora o cenário é outro. Moro numa cidade menor que São Paulo, mas com uma infra-estrutura de transporte absurdamente eficaz. Dá um look na quantidade de linhas que a cidade possui. Isso porque aqui tem em torno de 513 mil habitantes.

E olha o Tram aí gente!!! Esse aqui é o novo.

Olha só por dentro como cabe gente.

  

E o que é melhor, você não precisa nem levantar do seu lugar pra dar o sinal quando quiser descer. Você faz isso do seu próprio lugar, sem esforço algum, apertando o botãozinho. Simples, fácil e rápido!

 

Tem lugar certo para as mães ficarem com seus carrinhos de bebê, para os cachorros (logo mais vou colocar post sobre isso), para os velhinhos, ou seja, tudo muito organizado. Dá orgulho de se ver!

É claro que também tem os bondes mais antiguinhos, mas que continuam operando com todo o vapor. Também possuem seus lugares reservados como no trem novo. Acho que na foto dá pra ver o carrinho de bebê.

 

No próximo post vou mostrar mais algumas curiosidades e a sistemática de pagamento, porque aqui não existe cobrador e nem catraca.

Vi ses… hej då! 😉

** Post de 19 de agosto 2011 **

6 pensamentos

  1. Oi Vânia!
    Encontrei o seu blog procurando informações sobre o transporte público de Gotemburgo. Estarei na cidade na próxima semana e agradeceria muito se você pudesse me tirar algumas dúvidas!
    Te mandei uma mensagem mais detalhada através da aba “contato”!
    Obrigada!
    Beijo.

    1. Oi Joana!
      Recebi seu e-mail e já respondi :D. Procurei detalhar um pouco mais sobre o funcionamento do transporte público, enviei também alguns links e um Power Point com instruções de uso. Se você tiver alguma dúvida, por favor, me avise. Beijos!

  2. Vânia, compartilho a mesma opinião e sentimento sobre o transporte coletivo em Gotemburgo, quem dera nós pudessemos imitá-los no Brasil!!!! Você é observadora e sabe escrever muito bem. Parabéns, fofa!!!

    1. Cris, há quanto tempo?
      É uma pena nosso país não conseguir dar o mínimo à população, já que pagamos impostos tão altos.
      Fico super feliz pelo seu comentário e agradeço o carinho.
      Beijos

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