Orgulho brasileiro na terra dos vikings

Apesar de ter nascido na terra do futebol, confesso que não sou muito fã desse esporte. Tanto é verdade que não torço para nenhum time e nem sequer tenho uma “quedinha” por algum deles. Os raros momentos que me empolgo são quando o Brasil joga em Copa do Mundo que, convenhamos, ultimamente tem nos matado de vergonha.

Mas certa pessoinha que conheço há bastante tempo me preparou uma surpresa. Essa pessoinha nada mais é que o meu maridinho. O que ele fez? Me levou a uma partida de futebol. Ok, alguém pode pensar: que surpresa mais brega ou que coisa mais “sem pé nem cabeça”. Eu sei que não tem nada de romântico nisso, mas para mim foi uma surpresa muito é da boa, viu?! Por razões simples:

  1. Quem diria que um dia eu iria a um estádio assistir a uma partida de futebol, ainda mais quando se trata do campeonato sueco feminino da 1a. divisão;
  2. Nada de “subaquelê” vencido, gritos, xingamentos, gritos de guerras e empurra-empurra e
  3. A presença ilustre no campo da jogadora Marta Silva, que recebeu 5 vezes consecutivas o “FIFA Women’s World Player”.

A partida entre os times Jitex e Tyresö ocorreu no dia 29/04 no Valhalla Idrottsplats. É um estádio com capacidade apenas para 4.000 torcedores, mas que está aprovado pela FIFA para a minha felicidade.

Chegamos antes do horário e conseguimos ver um pouco do aquecimento das jogadoras.

 

Pontualmente às 15h a abertura do jogo é iniciada. Apertos de mão e “cara-e-coroa” estão no protocolo… como sempre.

 

É claro que o espírito de equipe está presente. Rezar, gritar e invocar os deuses faz parte do show.

 

E é dado início à partida.

 

No time havia mais uma brasileira porreta que só, que eu infelizmente não sei o nome (quem souber, por favor, deixe nos comentários) e podíamos entender tudo o que elas conversavam. Desde táticas do jogo até a Marta dizendo “calma, daqui a pouco a gente faz um gol”.

 

E fizeram mesmo. E adivinha quem fez? Ela mesma… Marta Silva com suas chuteiras cor de menta.

Resumo da partida:

  • 2 cartões amarelos;
  • alguns empurrões, mas nenhuma expulsão;
  • muita música do Michel Teló ai se eu te pego (ninguém merece) e
  • placar final Jitex 1 e Tyresö 3 (time da Marta)

Sem falar que o nosso orgulho brasileiro, Marta Silva, foi a última a deixar o campo. Simpática, simples e suuuuuper atenciosa com o público, parou para tirar foto e dar muitos autógrafos, tanto para os torcedores do seu time como do time adversário. Isso é que é ser um exemplo, não apenas para nós brasileiros, como para os suecos e para o mundo.

 

Havia tantas crianças tietando a nossa amiga, que fiquei com muita vergonha de pedir pra tirar uma foto com ela. Eu com vergonha? Pior que é verdade! O jeito foi arriscar tirar uma foto de pertinho, afinal eu não poderia tirar o lugar de uma criança, né?!

O máximo que eu consegui fazer foi falar para ela em alto e bom som: “Marta deixa eu tirar uma foto sua?”. E é claro que o meu português se destacou entre tantos suecos. E acabei me sentindo a última bolacha do pacote. Olha o resultado:

Foi uma experiência super gostosa a qual guardarei com muito carinho. E é por exemplos como esse que tenho orgulho de ser brasileira.

Vi ses… hej då! 😉

4 pensamentos

  1. Tinha q ver a Vania e todas as outras criancinhas correndo p falar com a Marta…hehehe
    Mas realmente ela entrou p minha lista de brasileiros q leva o Brasil no peito…..e olha q na minha lista so tem Senna e Pele.

Faça a teimosa feliz. Comente!