A arte de perder as coisas

Quem é que nunca perdeu alguma coisa sem importância? Eu mesma já perdi algumas vezes moedas, bilhetes, anotações e confesso que essas perdas foram todas por puro descuido meu, mas nada que fizesse estragar o meu dia ou mudar o humor.

E recentemente comecei a perceber que eu não sou tão desatenciosa assim. Tenho me impressionado bastante com a quantidade de coisas que as pessoas perdem por essas terras. Concordo que isso não é nada excepcional, não fosse o fato de que ninguém pega o que não é seu. É claro que aqui estou generalizando e casos pontuais existem em qualquer lugar, mas fala sério, é ou não cultural?!

Quando essas coisas perdidas estão caídas nas ruas, é natural que as mesmas sejam deixadas ali ou pelo menos em cima de bancos, muros, postes, janelas etc. para que quando o legítimo dono retornar consiga encontrá-las sãs e salvas.

E isso pode acontecer com qualquer coisa:

  • Moletons, camisa polo e até jaqueta de couro.

  

  • Chinelo e tênis All Star (isso porque o Converse é caro aqui, imagina se não fosse).

 

  • Óculos

  • Scarf

  • Banana

E claro que os campeões de bilheteria de coisas perdidas ficam por conta de:

  • Luvas (principalmente no inverno, quando se usa muitas camadas de roupas e torna-se imperceptível quando as ditas cujas caem do bolso).

 

  • Sapatos de criança

 

  • Toquinhas

 

  • Meias e luvinhas

 

Além das ruas, o transporte público também entra nessa estatística e os objetos são levados para  “achados e perdidos” da empresa Västtrafik. Enquanto algumas pessoas querem ter suas coisas de volta, outras nem ligam para isso. E o que acontece? Muitas coisas perdidas acabam ficando por lá.

E foi aí que alguns artistas de joias locais tiveram a ideia de criar o projeto “Jag glömde mina vantar” (em português “Eu esqueci minhas luvas”) e criaram joias inspiradas por objetos encontrados nos bondinhos.

O trabalho ficou exposto no museu de moda e design Röhsska Museet até o dia 18 de agosto e as joias ainda foram leiloadas. E apesar de eu ter esquecido de conferir o trabalho para complementar esse post, o legal foi saber que todo o dinheiro arrecadado foi destinado ao BRIS – Barnens rätt i samhället.

Ainda bem que às vezes perder as coisas também pode se transformar em arte e ajudar as pessoas.

Vi ses… hej då! ;-)

 

UPDATE: BRIS (em português significa “Direitos das Crianças na Sociedade”) é uma ONG sem filiação política ou religiosa, que tem como objetivo reforçar os direitos das crianças e dos jovens e melhorar suas condições de vida. O trabalho é voluntário e o apoio financeiro vem principalmente de empresas, doações particulares e um pequeno subsídio do governo. Informações mais detalhadas em inglês podem ser encontradas no link http://www.bris.se/?pageID=61

 

 

2 pensamentos

    1. Jú!
      Estávamos juntas quando tirei a foto desse All Star, né?!
      Esqueci de mencionar no post e vou até fazer um update explicando um pouco melhor, mas BRIS em português significa “Direitos das Crianças na Sociedade”

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