The Swedish Ship Götheborg

Ué, será que tem alguma coisa errada no título desse post? O nome correto não seria Göteborg (Gotemburgo em sueco)? Será que estou ficando lesada e misturando as bolas? Que nada, porque eu ainda continuo boa da cabeça, mas doente do pé Smiley mostrando a língua. Tá certo que de vez em quando eu dou uma de Dory e esqueço tudo, mas juro que o nome desse barquinho viking é Götheborg com esse “h” aí no meio e tenho até como provar isso.

Não é nenhum mistério que suecos amam o mar, barcos e que possuem esse espírito velejante em seu sangue como ninguém. Eu, na verdade, nem ligo tanto assim para essas coisas, mas estando tão imersa culturalmente acaba ficando difícil não se envolver com o que eles mais gostam.

E durante as férias de verão, eu e o maridão tentamos conhecer e aproveitar algumas dicas turísticas de Gotemburgo e uma delas era visitar The Swedish Ship Götheborg.

Conferimos a programação e lá fomos nós num final de semana. Quando chegamos para comprar o bilhete, descobrimos que se voltássemos no final do dia a visitação poderia ser guiada.

Abre parênteses: eu super curto esse tipo de visita e me sinto a maior turista perdida e feliz do mundo. Acho os guias tão bonitinhos, todos vestidos a caráter com seus textos mais do que decorados, sempre sorridentes e simpáticos. Mas que a verdade seja dita, que isso deve ser um pé no saco com certeza é, porque ficar repetindo a mesma história hora após hora, dia após dia, mês após mês ninguém merece. Fecha parênteses.

E como eu queria entender toda a história resolvemos voltar no final do dia. Porém, para não perder a viagem, aproveitei para garantir algumas fotos já que o tempo não estava dos melhores. Apesar de aparecer um solzinho sem vergonha de vez em quando, a previsão indicava que o tempo ia fechar de vez no fim do dia.

Chegamos pouco antes das 18h e um grupo com cerca de 20 pessoas já estava no local com a ansiedade estampada no rosto. E é claro que de cara eu já tive algumas surpresas.

  • Primeira surpresa: a previsão do tempo deu zebra e o céu azul apareceu.
  • Segunda surpresa: dois guias (um para o tour em sueco e um para o tour em inglês).
  • Terceira surpresa: adivinha quais foram as únicas pessoas a optarem pelo tour em inglês? Olha que essa tá fácil, hein! Dou-lhe uma, dou-lhe duas e dou-lhe três: a super dupla dinâmica das marmotas aqui, ou se preferir, podem nos chamar de Teimosa e Ogro mesmo.

Precisava ver a cara da tiazinha quando só a gente levantou a mãe para o tour em inglês. Fiquei até com dó, mas fazer o que se a gente estava pagando. Ela sacudiu a poeira, deu a volta por cima e abriu um enorme sorriso para nós como se nada tivesse acontecido.

Esse Götheborg Ship que visitamos na verdade é uma réplica de um veleiro sueco do século 18. E por que é uma réplica? Simplesmente, porque o original afundou aqui em Gotemburgo em 1745 quando estava chegando ao porto, depois de voltar de sua terceira viagem da China. Os vikings encheram a caçamba de muamba chinesa e deu no que deu. Ficaram sem os chás, sem as porcelanas, sem as sedas e ainda perderam o veleiro. Mas ainda bem que a história teve um final feliz, porque toda a tripulação sobreviveu a esse grande susto.

Percorremos todo o barco e conhecemos cada detalhe de sua história até a restauração. Soubemos detalhes até íntimos de como a tripulação mirava o bumbum para o alto mar e fazia suas necessidades ali. Acredita que teve gente que perdeu a vida fazendo o número 2?

 

Acho que nem preciso dizer que tirei inúmeras fotos e cada uma delas é uma riqueza de detalhes históricos, que fica difícil descrevê-los aqui. Só visitando mesmo para conhecer e entender todo o contexto.

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Além disso, para fechar com chave de ouro eu tinha de dar um fora, porque caso contrário essa não seria eu. Durante todo o tempo que estivemos no barco eu sentia um cheiro mega forte e fiquei ali pensando com os meus botões, que raio de cheiro é esse. Eu sou meio sem noção mesmo, não entendo absolutamente nada de barcos e em muitos momentos o meu bom senso desaparece. E foi exatamente o que aconteceu… meu bom senso sumiu!

Ao final do tour eu viro para a guia e pergunto Por que o navio tem esse cheiro de bacon? Parece que está tudo defumado! Eu mesma estou defumada! Ela gentilmente olhou para mim, segurou a gargalhada sem deixar de dar um sorriso de 180 graus e educadamente me respondeu É uma graxa utilizada em todas as cordas do navio, que tem esse cheiro forte e blá blá blá. E ainda soltou Você é a primeira pessoa que fala que o cheiro parece com bacon. Smiley envergonhado Hã?

Preciso dizer como o maridão ogro me olhou? Tenho certeza que se pudesse ele me jogaria lá de cima. Ah, mas quer saber… eu nem liguei ó e ainda fiz uma sueca feliz!

E depois desse tour regado a muitas informações, fotos e aromatização grátis de bacon, fomos direto para casa para um banho gostoso, refrescante e cheiroso, porque ficar perambulando por aí com cheiro do salgadinho Presuntinho da Piraquê é que não dava, né!

Vi ses… hej då! ;-)

4 pensamentos

  1. Oi Lindinha!!!
    Eu ri litros com essa historia do cheiro de bacon…rsrsrs e também com os marinheiros que perderam a vida fazendo o número 2 kkkkk que louca eu rir disso,mas a culpa é sua lindinha que é super engraçada até quando escreve sobre essas tragédias…
    Muito legal esse post,e as fotos incríveis mesmo!

    Bjs

    1. Que bom que te diverti! Mas juro para você, saímos cheirando a muito bacon desse navio. É cada história que aparece no meio do caminho… precisava compartilhar.

      Puss!

  2. Oi Vânia!
    Hahahah! Acho que ela não te contou a verdade!! Acho que eles penduravam as carnes nas cordas da embarcação para fazer “carne de sol” e daí ficava o cheiro de gordura e fumaça…
    Vai dizer que minha explicação não é coerente??
    Adorei a fotinha das roupas de época… coitado deles né? Ainda mais as moças com esses vestidos cheios de bundas!
    Beijos flor!

    1. Hahaha… adorei a nova teoria da “carne de sol” e deve ser daquelas bem arretadas, porque vai cheirar forte assim lá na casa do Xibiu. Agora imagina, ficar todo montada no look “época” e ainda ter esse cheiro impregnado por todos os lados… aí é que ninguém merece mesmo!
      Beijos!

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