Örebro: é a sexta maior cidade da Suécia

Há tempos eu estava doida para conhecer a cidade de Örebro na terra dos vikings. O motivo? Uma exposição de fotografia do Christoffer Collin, o rei no Instagram.

Uma das coisas que eu aprendi a fazer morando nas bandas de cá é verificar sempre a previsão do tempo para o final de semana, principalmente quando se planeja viajar ou fazer atividades ao ar livre. E foi baseado nisso que comprei a passagem de trem para essa cidadezinha. A temperatura? Maravilhosamente 30 graus!

De Estocolmo até lá dá quase 2 horas de trem e paguei no bilhete, incluindo a ida e o retorno, 124,00 coroas. Achei o preço justo, já que a viagem é tranquila e os trens são bem confortáveis.

Örebro tem pouco mais de 107 mil habitantes e que numa tradução “meia boca” significa Ponte sobre o Cascalho. Possui apenas uma universidade e, para a minha surpresa, é considerada o centro nacional de produção de calçados. Como a cidade é relativamente pequena, há poucas atividades turísticas e por essa razão decidi que passar o dia por lá seria mais do que o suficiente para conhecer os lugares que eu queria.

Bom, eu e o maridão pegamos o trem logo cedo na Centralstation em Estocolmo e chegamos ao nosso destino por volta das 9h. Uma estação pequena, mas charmosa ao mesmo tempo.

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Mas e como chegar até o centro? Fácil! Consultei o Google Maps e com apenas 10 minutos de caminhada já estava na praça central da cidade.

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Örebro Open Art

Ali na praça central vi um pato enorme no meio do chafariz e perguntei a mim mesma “Mas o que esse pato de pneus tá fazendo aí no meio?”. Foi aí que eu lembrei que havia lido algo sobre o Örebro Open Art, que é uma exposição ao ar livre de arte contemporânea. Não percorri todos os pontos da cidade para conferir as 70 obras que ali estavam, mas por essas fotos já dá para se ter uma noção do que estou falando.

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Örebro Slott: o ponto turístico mais famoso da cidade

Bem ao lado da praça central da cidade, está localizado o Örebro Slott (Castelo de Örebro) construído no século 13. Há muitas histórias sobre ele. Antes de ser castelo, o mesmo já foi uma fortaleza e instalação militar, sede de parlamentos, residência de governadores e chegou até a abrigar prisioneiros famosos da época.

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Sem dúvida, esse é o ponto turístico mais famoso da cidade e um dos lugares que eu queria conhecer. O melhor de tudo é que a entrada é grátis! É claro, que dá para fazer um tour guiado, porém, é necessário agendar previamente e desembolsar aí, se não me falhe a memória, umas 80,00 coroas por pessoa. O visitante ainda tem a chance de ver outras partes do castelo que não estão inclusas no free tour. Dessa vez eu banquei a pão dura e resolvi ficar com a visitinha básica mesmo.

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E olha só que interessante! Esse castelo também já foi meio macabro. Nessas margens ao redor dele, supostas bruxas foram jogadas de pés e mãos atados. Bonita a paisagem, mas tensa a história!

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Beirando às margens do castelo tem um parque bem bonitinho chamado Henry Allards Park. É ideal para descansar um pouco, tomar uma água, ver como a cidade é tranquila, apreciar a paisagem, comer um lanchinho e até ler um pouco.

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Conhecendo Stadsparken por acaso

Daí eu e maridão resolvemos nos deslocar até o outro canto da cidade. Chegamos num parque chamado Stadsparken (Parque da Cidade). O espaço possui 8 hectares, palco de apresentações, playground e até uma piscina para a criançada. E é claro que em pleno verão, a galera aproveita para se bronzear por lá também.

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Tenho de confessar que visitar esse parque na verdade foi meio que ao acaso, pois o que eu queria mesmo era chegar ao Wadköping, o museu ao ar livre.

Só depois é que me toquei que para se chegar a esse museu eu tinha de seguir por dentro do Stadsparken. É uma boa distância a ser percorrida, viu? Mas como eu gosto desse tipo de passeio, me joguei na caminhada e curti horrores o parque.

Visitando Wadköping

Esse é um dos lugares que também mais recebem visitas em Örebro. As casas são todas construídas em madeira e levam aquela tinta vermelha que contei no post A tradicional casa vermelha na Suécia. E para a minha alegria a entrada é grátis também. Eba!

Além de ser um museu ao ar livre, ainda tem exposições, cafeterias, lojinhas de artesanato, livraria e até um tipo de padaria.

Sabe a impressão que tive? Que estava numa vila de casas antigas. E não é para menos, já que o lugar foi inaugurado em 1965.

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A paisagem é linda e há uma diversidade de casas para se fotografar, mas não consegui aproveitar o resto do passeio. Eu não contava com o que estava por vir.

O susto

Como a entrada do Wadköping é grátis e eu e o maridão estávamos morrendo de fome, resolvemos parar em um dos restaurantes. Demos uma olhada e achamos meio caro o valor de 140,00 coroas por pessoa num bufê. Mas como estávamos por ali e sem muitas opções por perto decidimos encarar assim mesmo.  E por que caro? Porque havia somente legumes, alguns deles inclusive enlatados, batatas, pães, köttbular (um tipo de almôndega sueca), um tipo de peixe e uma carne meio sem graça que parecia ser de porco. Enfim.

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A garçonete veio nos atender e eu perguntei se devíamos pagar antes. Para a nossa sorte, a resposta era que sim. Abro a carteira feliz e contente e tomo um susto. Cadê o cartão do banco? Reviro a carteira, reviro a mochila de um lado, reviro de outro, coloco tudo no balcão, fuço nos bolsos e nada do cartão. Maridão perguntou se eu tinha deixado em casa e eu disse que não, pois paguei nossas águas com o bendito do cartão.

Ficamos tão desesperados que decidimos cancelar o almoço e voltamos pelo mesmo caminho atentos a qualquer vestígio que estava no chão. E nada do cartão aparecer. Eu estava quase surtando de nervoso, enquanto o maridão estava com uma tromba do tamanho de um elefante. Mas havia uma pontinha de esperança: a loja de conveniência.

Atravessamos a cidade novamente num pique só. Cheguei toda esbaforida na loja e contei o “causo” para a atendente. E adivinha só? Estava lá! Eu deixei no balcão e alguém muito gentil entregou a ela. Apresentei a minha identificação pessoal e consegui o cartão de volta.

Não consigo acreditar até agora que isso aconteceu, porque foi um susto daqueles. É muito bom saber que ainda existem pessoas honestas nesse mundo, especialmente quando a gente está em outra cultura.

O almoço

Depois do susto resolvemos ficar pelo centro e mesmo sendo um sábado, muitos restaurantes estavam fechados. Acabamos optando pelo O’Learys e ainda conseguimos pegar a promoção do horário de almoço. Para quem tem curiosidade sobre o local, já faz algum tempo que mostrei um pouco de como é esse bar/restaurante no link Restaurante O’Learys.

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Eu acho que eu estava com muita fome mesmo, porque comi esse prato gigante de costela sozinha e ainda lambuzei os dedos roendo os ossinhos. Só a opção de degustação de sobremesa não foi uma boa escolha, porque o gosto de todas elas era praticamente o mesmo.

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Um pouco mais das imagens que fiz em Örebro

Preciso dizer que vale muito a pena visitar a cidade? Acho que não, né, porque as fotografias falam por si só.

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Ter tido a oportunidade de conhecer a cidade de Örebro foi uma experiência bastante gostosa para mim e com certeza guardarei boas lembranças de lá… tirando o susto, é claro.

Vi ses… hej då! 😉

21 thoughts

  1. Essa costela com batata frita… mmmmm! Valeu a pena você ter esquecido seu cartão bancário no centro da cidade, rs. Foi um verdadeiro upgrade culinário. É impressionante que até em cidades pequenas na Suécia e outros países europeus há muitas opções de lazer, não dá pra ficar entediado. Tack! 🙂

    1. Elias, estava bem gostosa mesmo. Ainda bem que deu tudo certo e não tivemos nenhuma dor de cabeça por causa do cartão. Fiquei tão preocupada. E sim, na Suécia tem muitas opções de lazer, principalmente no verão. 😉

  2. Conheci seu Blog hoje (através do Blog Mulher de Fases) e já quero te dar os parabéns!! Estou lendo e adorando, ótimas informações, escrita clara e fotos incríveis (tb AMO fotografia). Mais uma vez PARABÉNS!! Abraços Thaísa
    OBS: Moro na Suiça (mais ainda não tive coragem de fazer um Blog) e estive agora em setembro na Suécia, que pena que não conheci o Blog antes, com certeza também faria um Pit Stop nessa cidadezinha. 🙂

    1. Thaísa, muito bem vinda ao diário! 😀
      Eu quero muito voltar com as postagens regulares, mas com a correria que anda minha vida ainda não consegui me organizar.
      Fico super feliz de você estar gostando dos posts. Mas olha lá, não vai rir das besteiras que às vezes eu escrevo ou da falta de inspiração hein? rs
      É uma pena a gente não ter se conhecido, mas eu acho que oportunidades ainda surgirão e com certeza eu te arrastarei para um fika aqui na terra dos vikings.
      Ter blog não é fácil e dá um pouquinho de trabalho, principalmente quando a gente decidi colocar fotos. Sem falar que há épocas que você está super empolgada e quer escrever sobre tudo e outras que você nem quer chegar perto. Acho que faz parte ter esses altos e baixos. Mas se você realmente quer ter um blog, vá em frente, mas não esqueça de voltar aqui e compartilhar. 😉
      Puss!

  3. Adorei o lugar e as fotos ficaram lindas!

    Nossa, é muita tensão perder qualquer coisa, imagina o cartão… Que bom que no fim deu tudo certo (:

    beijo!

  4. E tava um dia lindo, perfeito, hein?

    Aqui a previsão também é certeira. Apesar de algumas vezes eu olhar e falar: “não, hj fez um sol lindo, não tem como fechar o tempo e ficar garoando o dia inteiro amanhã”. Batata! Pode esperar que o dia amanhã será assim ><

    E o que é essa costela! Fomeeeee!

    Kisu!

  5. Vania,
    Eu fiz este passeio junto com você, que lugar mais lindo. Muito obrigada por partilhar este passeio conosco e quando tive uma oportunidade quero muito conhecer este lugar que até então confesso nunca tinha ouvido falar..
    Beijos
    Lola

    1. Wow! Jura que eu consegui fazer essa proeza de você passear comigo? Eba!!! 😀
      Eu adorei de paixão esse lugar, não apenas por conhecer um pouco da história local, mas por poder aproveitar o dia bonito também. Sem dúvida esse é aquele “q” a mais que contribui para as fotos saírem mais apresentáveis.
      Se estiver em Estocolmo, reserve mais um dia para ir a essa cidade, porque realmente o passeio vale a pena. E olha, eu também não sabia da existência dela até me mudar para a Suécia. Vivendo e aprendendo 😉
      Puss!

  6. Vânia, vc é uma fotógrafa profissional! Suas fotos são lindas demais!!! Parabéns!
    Fico aqui lendo e admirando foto por foto, nossa… uma cidadezinha bucólica e cheia de charme!
    Observei que não há muitas pessoas nos lugares, me pareceu tudo tão silencioso… amei!

    1. Ai que linda que você é Marlene! Comentários como esse é que incentivam a continuar postando cada vez mais. Mas quem me dera ser uma fotógrafa profissional. Tenho muita vontade de fazer um curso e aprimorar isso, mas acho que ainda levará um tempinho.

      Essa cidade é bem tranquila mesmo e não se vê muita movimentação. Quando chegamos na parte da manhã, tivemos a impressão que a cidade estava “fechada para balanço” kkk. De vez em quando aparecia uma galera, mas eram turistas alemães aproveitando a cidade.

      Eu achei o lugar ideal para passear, mas tive a impressão que para se morar talvez seja demasiado parado. Acho que eu ficaria meio frustrada se tivesse de morar lá!

      Puss!

  7. Adoro visitar cidadezinhas assim ainda mais se tiverem castelos medievais! Sou fascinada por eles, acho que por não termos tido essa época no Brasil….
    Há males que vem para bem: se vcs tivessem com o cartão teriam que ter desembolsado toda a grana para comer uma comidinha muito mais ou menos, rs…. :-). Parece que no restaurante do centro, apesar das sobremesas, vcs comeram muito melhor ;). Bjss

    1. Tenho que contar um segredinho! Quando eu era mais nova eu não curtia muito esse tipo de passeio, sabia?! Mas acho que a idade, os cabelos brancos brotando no “cucuruco” e algumas rugas aparecendo no rosto têm me feito um bem danado rs. 😀

      Brincadeiras à parte, eu sempre gostei de castelos, princesas e lutas medievais, mas nunca me interessei em detalhes históricos. Acho que essa vontade de conhecer novos lugares, entender a história e mergulhar na cultura do país só desabrochou mesmo depois que me mudei para a Suécia. E olha, tenho me surpreendido com os lugares cada vez mais.

      Sabe que eu não tinha olhado por esse lado de ter comido no centro? Você tem razão que há males que vem para bem! A comidinha lá do Wadköping realmente não havia me agradado muito e ainda por cima era bem cara para se comer muitos pães, batatas e legumes enlatados. Ufa! O cartão nos tirou dessa enrascada.

      Puss!

  8. Dia lindo, fotos lindas e muita história pra contar e compartilhar! É por isso que adoro ler blogs! Adoro esse tipo de aventura! Infelizmente aqui na Europa, acabamos virando reféns das condições climáticas… e vamos combinar, esse tipo de passeio é bem mais interessante com um solzinho, não acha?
    Amei a foto da bike deitada no chão!
    Puss!

    1. Aninha, foi um dia maravilhoso mesmo. Eu o maridão aproveitamos bastante a cidade e a temperatura não poderia ter sido a mais perfeita. Tirando o susto do cartão, o resto correu super bem.

      Eu adoro sair e aproveitar ao máximo esses dias mais quentes, pois quem convive com um inverno tão longo e rigoroso, dias assim valem ouro. Cheguei até a pegar uma corzinha nesse dia, acredita?! 😀

      No início eu bati muito a cabeça quando cheguei à Suécia, mas acabei aprendendo a verificar a temperatura e a me planejar de acordo com a previsão do tempo. É uma coisa bem chata de se fazer, mas que com o tempo a gente se acostuma e meio que acaba virando rotina.

      Tenho mais fotos bacanas que tirei das bikes durante o passeio, mas como o post começou a ficar tão pesado, resolvi tirá-las. Vou ver se depois consigo colocar no Instagram.

      Puss!

    1. Realmente esse lugar é lindo Célia e não me arrependi em nenhum momento por ter escolhido essa cidade para uma visita. Gostei de tudo que vi por lá! Agora, se eu tivesse de morar em Örebro, acho que ficaria um pouco deprimida, porque não há quase nada para se fazer por lá.
      Obrigada pelo carinho.
      Puss!

  9. When I was a kid we drove through Örebro. (We lived in west Sweden and my mother’s family in Norrköping, east Sweden.) I remember Örebro as the town where my parents sad: Now kids you just have to be quiet, NO DISCUSSION! In Örebro it is very hard to find the right way! (This was in the sixties) I have passed that city many times and never stopped! Your post made me think: Next time…

    1. Hi Yvonne!
      It’s really nice to have a testimony of a “true Swedish” here on this blog. Thanks for sharing a little bit of that culture with me, because I love this country! Örebro is a beautiful place, especially during the summer and I liked everything that I saw there. If I go back to Örebro, I will make the guided tour at Örebro slott. I hope you also have the opportunity to revisit the city and remember old times.
      Kram!

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