Lavanderia Coletiva na Suécia

Com a mudança de Gotemburgo para Estocolmo muitas coisas estão acontecendo. Novas experiências, novos lugares e, consequentemente, novos aprendizados. O mais recente é que estou reaprendendo a lavar a roupa suja.

Quando morava em Gotemburgo eu tinha uma lavanderia de uso exclusivo. Eu não tinha de dividi-la com ninguém. Quer dizer, até o dia que eu descobri que o meu vizinho Horácio a usava escondido. Lembra disso? Então, eu contei a história desse “braço curto” no post Meu vizinho é um Horário.

Enfim, mas agora eu realmente moro num conjunto de apartamentos e o prédio possui lavanderia coletiva (em sueco tvättstuga). E isso tem sido bastante inusitado para mim.

O conceito na Suécia de lavanderia coletiva nada tem a ver com atestado de pobreza, pelo contrário, está intimamente ligado com agilizar o tempo. Já explico.

Como começou?

É incrível, mas nada nesse país é feito por acaso e é claro que existe um porque de existir as lavanderias coletivas. Mas isso não vem de agora e nem com a intenção de proteger o meio ambiente.

A coisa toda começou lá no ano de 1900, onde as pessoas lavavam todas as roupas a mão e ainda utilizavam uma tábua de madeira para dar aquela esfregadinha básica. Com certeza a grande maioria dos nossos antepassados passou por isso. Era um trabalho bastante pesado, cansativo e convenhamos chato pra caramba. Imagina num país frio como a Suécia, então? Como secar a roupa sem que a mesma congelasse? Pois é, elas poderiam levar até uma semana para ficarem secas e ainda adquirirem um cheirinho extra de cachorro molhado.

Pois bem, num dia qualquer um arquiteto sueco, muito do sabichão, decidiu facilitar de vez a vida dura das pobres donas de casa, instalando assim a primeira lavanderia coletiva do país, exatamente na cidade de Estocolmo, por volta de 1925. Só que o negócio caminhou por anos a passos de tartaruga, até o momento em que o governo decidiu intervir. Isso mesmo… o governo!

E quando isso aconteceu, a facilidade veio para ficar. Tanto que o ano de 1955 é um marco na história da lavagem de roupa suja na Suécia, justamente porque foi o ano em que se instalou de vez a famosa lavanderia coletiva. Tudo começou quando um comitê do governo desenvolveu uma pesquisa, mostrando que lavar as roupas a mão se gastava muito tempo. Até aí nenhuma novidade, né? Mas o que a pesquisa queria mostrar era que se esse processo fosse mais eficiente, permitiria poupar 150 milhões de horas por ano dos suecos, resultando assim em 60 mil trabalhadores que se tornariam disponíveis no mercado de trabalho. Tá vendo, que não há ponto sem nó?

E 10 anos depois o resultado não poderia ser diferente: 90% dos suecos utilizavam as lavanderias coletivas.

Como é nos dias de hoje?

Na Suécia há lavanderias coletivas em praticamente todos os edifícios, coisa essa que já existe em outros países também, mas que não é tão comum ainda no Brasil. Os apartamentos por aqui, em sua grande maioria, são pequenos e não dispõem de uma lavanderia e/ou área de serviço privada (com máquina de lavar, secadora e tanque).

Alguns apartamentos até possuem máquinas de lavar roupa, mas que geralmente estão instaladas no banheiro. Já vi máquinas instaladas na cozinha, mas definitivamente para mim onde se come não funciona lavar roupa. Sei lá, a roupa pode ter cabelo, pelos e outras coisas mais e, o pior, ir parar direto na comida. Bom, mas cada lugar é de um jeito.

E tem mais. A lavanderia coletiva não é 100% flor que se cheire. Ela é a principal causa de conflitos entre os moradores de condomínios e prédios de apartamento. O top 1 da lista dos conflitos é a falta da limpeza da sujeira, aquela que fica no filtro da secadora. Por uma questão de respeito, o usuário após utilizar a secadora deve limpá-la para o usuário seguinte e assim por diante. Só que na prática… hum… isso acontece um pouco diferente. E ainda pode acontecer outras coisas, como o de ultrapassar o horário do próximo usuário, não fazer a devida reserva e até o furto de peças de roupa. É claro, que em menor escala, mas não está livre de acontecer.

Sei que existem diversos esquemas de lavanderia na Suécia. Algumas utilizam cartões de usuário destinado a cada um dos apartamentos, outras apenas chaves, algumas precisam de senhas etc.. Mas vou colocar aqui como é que a coisa “rola” no prédio onde moro.

Como funciona?

Cada apartamento recebe uma chave que dá acesso à utilização da lavanderia. Só que para utilizá-la eu preciso reservar o dia e horário num quadro como esse.

Lavanderia Coletiva

Para fazer essa marcação é utilizado um miolo de uma fechadura e é claro que cada apartamento possui o seu também.

Lavanderia Coletiva

No prédio onde moro há duas lavanderias. Uma delas possui três máquinas de lavar roupa e uma secadora e a outra possui duas máquinas e duas secadoras (uma vertical e uma de tambor). Durante o período reservado (geralmente de 3 horas) a lavanderia é de minha exclusividade. No meu prédio as lavanderias são super simples, porém, bem funcionais. Há também carrinhos para colocar as roupas, tanques e salas de vento.

Lavanderia Coletiva

Lavanderia Coletiva

Lavanderia Coletiva

Lavanderia Coletiva

Mas o que seria essa sala de vento? É um espaço com varais e um circulador de ar. A temperatura dentro dessa sala é bem quentinha e chega até a lembrar da sensação de mormaço. Ideal para roupas que não podem ser colocadas na secadora.

Lavanderia Coletiva

Em algumas lavanderias suecas ainda há máquinas de passar, mas esse não é o caso da minha.

A coisa chata do processo de lavar roupas é que precisa levar as tralhas para a lavanderia, como: sabão, amaciante e mais algum produto que se costuma utilizar. Tudo isso seguido de um dos principais acessórios: a famosa sacolinha do IKEA com as roupas sujas. Eu diria que 80% das pessoas que usam a lavanderia coletiva utilizam a sacola do IKEA e isso não acontece só aqui na Suécia não. Em outros países também! Falo isso, porque já vi vídeos no youtube de pessoas nos Estados Unidos e Suíça usufruindo das 1001 utilidades dessa sacola.

E é claro que eu também tenho uma. Olha ela aqui prontinha para seguir seu caminho para a lavanderia.

Lavanderia Coletiva

Como é na realidade?

De certo modo as coisas funcionam relativamente bem. Cada um no seu horário. Mas é claro que como nem tudo é perfeito nessa vida tem sempre aquele pontinho fora da curva. Já li sobre o caso de uma pessoa que teve peça de roupa roubada da máquina de lavar. Já ouvi também relatos de gente que colocou as roupas na mesma máquina em que as roupas do morador anterior estavam lavando… assim tudo junto. Mas isso são exceções.

Já aconteceu comigo de chegar no meu horário reservado e ter um vizinho usando as máquinas. Como era o meu horário eu fui bem simpática. Tirei todas as roupas dele e coloquei no cesto. Afinal, era o meu horário. Quando o morador apareceu e viu o que eu fiz, sabe o que aconteceu? Absolutamente nada! E por quê? Porque a pessoa sabia que estava errada. Ficou com vergonha e até me pediu desculpas.

Mas foi depois disso que eu resolvi tomar uma medida drástica, claro que baseada em observações que fiz de outros moradores. Comprei um cadeado e agora no meu horário a lavanderia fica trancada. Assim evito qualquer dor de cabeça que eu possa vir a ter ou ficar chateada.

Lavanderia Coletiva

Geralmente essas lavanderias ficam no porão dos prédios ou no andar térreo. No meu caso elas ficam no térreo, mas confesso que tenho medo de ir lá sozinha, principalmente se for à noite. Isso porque as luzes estão sempre apagadas. Sempre! Além disso, o corredor é estreito e me lembra cena de filme de terror. Tudo bem que por causa dos sensores as luzes vão se acendendo, porém, como tenho medo de escuro prefiro evitar. Por esse motivo eu só reservo horários durante o dia.

Lavanderia Coletiva

O que eu acho?

Bom, primeiro é que precisa ficar atento ao horário. Se a lavanderia está reservada por 3 horas, eu preciso me policiar para lavar as roupas nesse período. O problema fica por conta do sobe e desce. Apartamento-lavanderia-máquina de lavar-apartamento-lavanderia-secadora-apartamento-lavanderia-sala de vento e por aí vai. Tenho por hábito ativar o despertador do celular para não passar do meu horário. Assim vou controlando o tempo das lavagens para que eu consiga fazer tudo dentro do meu horário e respeitar a reserva do próximo morador.

E como eu lido com a lavanderia? Apesar de ser uma mão na roda para mim, eu não me sinto 100% confortável usando uma lavanderia coletiva. Sem dúvida ela é muito prática e economiza uma conta de luz danada. Fora isso, os equipamentos são bons toda vida. Porém, me sinto pouco a vontade com o fato de ter de colocar minhas roupas na mesma máquina que tantas outras pessoas utilizam. É um sentimento estranho. Dá a sensação de falta de privacidade e total falta de higiene. Mas estou aprendendo a superar isso.

Se bem que eu até poderia lavar a mão. Hum, na verdade não. Pensando bem, acho que ainda prefiro ficar com agilizar o meu tempo e utilizá-lo para coisas mais agradáveis e interessantes. Afinal, é bem melhor gastar a minha energia em descobrir novos lugares da cidade ao invés de ficar esfregando as roupas.

Vi ses… hej då! 😉

34 pensamentos

  1. Oi Vâninha!

    Adorei todo esse papo feminino de “lavar roupa”rsrs realmente é um drama a situação por aí! Eu sou bem neurótica com as minhas roupinhas também,e senti nojo por você de ter que colocar a roupa na mesma máquina de todo mundo….
    É uma delicia ler tudo que você escreve!

    Bjs

    1. Oi Maria!
      Tá vendo como eu sofro hahaha.
      Hoje confesso que estou um pouco mais acostumada em utilizar as máquinas da lavanderia coletiva, mas ainda tenho aquela neura de que alguém vai pegar minhas coisas. Acho que isso é coisa de brasileiro, né rs.
      Muito obrigada pelo carinho, tá?
      Puss! 😉

  2. E eu tava aqui lendo seu post quando vejo numa das fotos, alguns pontinhos brancos descendo auahauha nem percebi que eram flocos de neve rs… Achei que tava vendo coisas na foto rs.

    Lavanderia é algo complicadíssimo pra mim. Já morei no Japão em lugar onde não tinha lavanderia e tb não tinha no prédio onde eu morava, então eu tinha que ir (de carro) levar a roupa suja…depois dessa experiência eu sempre desejei um apto onde tivesse minha própria máquina. Aqui eu tenho tb, dou graças a Deus que posso lavar as roupas na hora que eu quero rs.

    Kisu!

    1. Haha… resolvi deixar o blog com os “pontinhos” para dar um clima de Natal e de inverno! 😀

      Nossa, deve ser horrível isso, ter de se deslocar com carro para lavar a roupa. Depois dessa, juro que nem vou reclamar mais. Adoro a lavanderia coletiva do meu prédio! rs

      Puss!

  3. Ai Vânia….desde que cheguei na Suíça esta tem sido minha realidade!!! Como aí, alguns prédios (os mais novos) possuem maquina de lavar e secar nos banheiros de cada apto. E meu sonho de consumo tem sido este ultimamente….ter uma lavanderia exclusiva para mim. Que sonho!!! hahahaha

    E como vc citou, também tive uns perrengues. No meu caso, uma vizinha apagava o meu nome nos horários que eu escolhia, na cara dura. E teve dias que ela usava o meu horário sem me falar nada. Quando eu chegava na lavanderia estava a roupa dela toda lá, lavando. Mas foi no inicio e agora esta tudo resolvido.

    Beijos,

    1. Uma realidade diferente a qual estamos aprendendo a lidar, né, mesmo sendo um simples caso de lavar roupas. Eu que sempre tive uma máquina exclusiva minha e hoje me vejo dividindo o mesmo espaço com tantas outras pessoas confesso que é meio estranho. Estou me acostumando, mas não descartei a ideia de uma máquina só para mim rs. No próximo ano, eu e meu marido estamos avaliando a compra de uma, mas teremos de checar o encanamento primeiro com um profissional, até porque não dá pra sair furando em qualquer lugar.

      E que situação desagradável essa da sua vizinha, hein? Bom, pelo menos isso se resolveu. O problema é quando isso toma um rumo diferente, como desentendimentos, brigas e até ações judiciais. #deusolivre! 😉

      Puss!

  4. Aqui na Suiça tb é muito comum prédios com lavanderias coletivas, qdo eu soube disso confesso que achei bem estranho e não sei se me acostumaria (se fosse necessário teria q me acostumar), mas eu dou graças a Deus q na lavanderia do meu prédio cada apt° tem sua máquina de lavar e de secar, bem organizado e divido, onde estão minhas máquinas só eu entro e assim posso deixar todo material que utilizo para lavar as roupas. O único espaço comum é o local para pendurar as roupas, onde fica o circulador de ar. Acho que eu teria problemas com os horários, mas não há nada que a gente não se adapte nessa vida. 🙂 Bjs

    1. Oi Thaísa!
      Poxa, que maravilha que cada apto tem suas máquinas individuais na lavanderia. Com certeza isso facilita e muito a vida, né? Eu estou me acostumando a esse estilo de usar as lavanderias coletivas, mas eu e meu marido temos avaliado em adquirir essa facilidade dentro do nosso apto no próximo ano. Não sei se sairá barato, porque precisa ver a questão do encanamento também. Agora se tiver que mexer com isso, talvez iremos descartar, porque serviço aqui é muito caro. Veremos.

      Mas uma coisa é certa, quando a necessidade surge a gente dança conforme a música. 😉

      Puss!

  5. Vânia, em comparação com a minha tvättstuga, a sua é um autêntico palácio! O meu prédio foi construído durante a 2a Guerra Mundial e a cave, onde a tvättstuga está localizada, não foi remodelada deste então. Parece (e é) um bunker e eu morro de medo de ir lá depois de escurecer. E o engraçado é que no dia em que você escreveu esse post eu estava usando tvättstuga e algum vizinho passou por lá e apagou a luz do corredor… sente a a minha tensão ao sair da tvättstuga?? Hahahaha. Beijos

    1. E eu que pensei que o meu prédio era antigo, já que ele é da década de 60. Mas o seu superou! Deve ser uma sensação meio assustadora ficar no escuro nesse prédio, hein? Acho que se alguém apagasse a luz eu sairia gritando. Aliás, já fiz isso aqui, mas foi no depósito das quinquilharias dos apartamentos. De repente tudo ficou um breu, gritei e ainda por cima quase fiz xixi nas calças de tanto medo. E o pior… a luz se apagou sozinha! hahaha
      Puss!

  6. Vania, aqui na Suica também tem muitos predios com lavanderia coletiva. Eu morei em um quando cheguei aqui e podia usar a lavanderia 1 vez por semana de 8 as 19hs… bom, eu saia de casa as 7 para trabalhar e voltava por volta das 18:30hs. Ou seja, era dureza demais!!! Tive que negociar com o meu chefe para sair mais cedo do trabalho uma vez por semana, acredita? Depois que me mudei de la fiz questão de procurar por uma apartamento que incluísse maquina de lavar e secar individual. Beijos. 🙂

    1. Nossa, que esquema mais estranho de uso da lavanderia é esse. Para quem trabalha realmente o meio de campo fica todo embolado. Agora para quem fica morgando em casa o dia todo deve ser uma maravilha. Fico imaginando você pedindo para sair mais cedo porque precisa lavar a roupa. Ai que saco, né! Mas ainda bem que as coisas se resolveram, agora você tem máquinas que podem ser utilizadas quando bem entender e sem dar satisfações para ninguém. Eu e meu marido temos pensado em termos nossas máquinas, mas será uma resolução para 2014.
      Puss!

  7. Vânia, sempre gostei muito do seu modo de escrever e agora então me parece que você desinibiu e o texto fica mais gostoso de se ler. Que você é super legal a gente já percebe de cara e nem precisa perceber. É só ler os elogios (muito pertinentes) dos seus privilegiados leitores (eu também faço parte deles, kkk!).
    Bom, vamos ao que interessa:
    Só para enfatizar, li uma ” expressão ” aqui que eu não via nem ouvia faz muito tempo:
    Quer dizer, até o dia que eu descobri que o meu vizinho Horácio a usava escondido. Lembra disso? Então, eu contei a história desse “braço curto” no post Meu vizinho é um Horário.

    A expressão é BRAÇO CURTO. Deu até saudades da turma da faculdade, mas…

    Achei espetacular essa sua postagem. Não só explicou o funcionamento dessas lavanderias como também os prós e os contras.
    Você pode perceber que tudo funciona direitinho. Só não funciona perfeitamente o nosso relacionamento com os outros. O ser humano é terrível (claro que me incluo nisso). Usa e abusa de todos os benefícios mas na hora de relacionar-se… só atritos e reclamações. Poucas são as pessoas felizes que são superiores a esse ti-ti-ti. É o que ocorre nas nossas reuniões de condomínio no Brasil. Não são reuniões, são palanques de reclamações isentas de sugestões, mas aos poucos a gente aprende.
    Ótima a sua postagem, Vânia.
    Um beijo,
    Manoel

    1. Manoel, que elogio mais gostoso de receber! Posso chorar de emoção?
      Eu sempre tive muitas dúvidas com o meu mode de escrever e principalmente com relação ao blog. Não é todo mundo que está interessado em ver os lugares que frequento e nem tampouco saber sobre a cultura da Suécia. Afinal, há muitos blogs por aí com assuntos mais interessantes. Muitas vezes cheguei a pensar em fechar o blog ou simplesmente parar de escrever. O que muita gente não sabe é que estruturar um texto (mesmo que seja numa linguagem mais informal) e ainda com o acompanhamento de fotos realmente dá trabalho. Além disso, eu fui (e ainda sou) criticada por algumas pessoas na blogosfera por fazer isso (lembro sempre da sua postagem sobre “como você lida com as críticas”). Porém, de uns tempos para cá, tenho me sentido mais confiante com as blogagens. Acho que finalmente me encontrei com o diário. E isso só foi possível por causa do incentivo dos meus amigos no Brasil e de vocês leitores que sempre me trataram com tanto carinho e respeito e que de alguma forma se identificaram com o conteúdo e comigo também. Só tenho a agradecer!

      Enfim, mudando de assunto. Como tem gente Horácio nesse mundo, né? Fico surpresa com as atitudes dos braços-curtos! Muda-se o país e o endereço, mas as atitudes continuam as mesmas. rs

      Faz algum tempo que queria postar sobre as lavanderias coletivas na Suécia. Eu queria mostrar como aqui é tão comum a sua utilização (mesmo tendo os contratempos que acontecem) e como isso pode afetar a cabecinha de uma brasileira como eu. Estou aprendendo e me acostumando.

      Os relacionamentos deveriam ser fáceis, mas a gente faz questão de sempre complicá-los, não é verdade. E respeitar limites é sempre uma tarefa árdua, até porque “o seu limite pode terminar onde o meu começa”.

      Puss!

  8. Nossa Vânia, nem imagino usar lavanderia coletiva. Deve ser chato ter que esperar, usar a lavadora de todos…sei lá….é tão diferente daqui. E a meu ver tão pouco prático ter que ficar se deslocando pra lá e prá cá. Bom, tudo a gente se adapta e boa adaptação para você! Um beijo!

    1. É diferente né Célia? Eu também nunca me imaginei, mas quando a necessidade aperta, a gente acaba se virando como pode. E de certa forma a gente até começa a se acostumar com essa rotina de reservar horário, respeitar horário e sobe-desce do elevador. Acho que aos pouquinhos já estou entrando nos eixos do esquema sueco. 😉
      Puss!

  9. Oiie Vanoca ,
    Bacana saber disso , mas dá um certo medo de ficar sozinha numa lavanderia ainda mais à noite… Eu não sei se conseguiria lavar minhas roupas em uma lavanderia coletiva até porque sou bem chata (lê-se: cuidadosa) com as minhas coisas , mas não digo que sou aquela pessoa horrorosa (bruxa) … hehe , É que eu sou bem organizada com as minhas coisas e eu também sou bem mais na ”minha” (acho que deve ter sangue de sueco em mim kkk “lagom”) Mas olhando por um lado lavar as roupas na lavanderia coletiva é bem mais prático e rápido e além do que, requer organização e respeito aos demais que também fazem o mesmo processo de utilização da mesma …

    Puss och kram ;*

    1. Ai nem me fale. Eu definitivamente não gosto do escuro e por isso raramente utilizo a lavanderia nesse horário. Mas quando eu realmente preciso, o maridão está lá pra me ajudar. Foi como eu disse para a Paula, ele finge que me protege e eu finjo que ele me salva! 🙂
      Mas e quando a gente não tem opção de lugar para lavar a roupa? Pois é, a gente se vira com o que tem. E é isso que eu tenho feito. Lá no meu íntimo não é o que eu gostaria de fazer, mas acho que tenho me virado até que razoavelmente bem com esse estilo.

      Uma dica. Vá se preparando psicologicamente, pois quando você vier para estudar na Suécia, você irá usar as lavanderias coletivas, desde que você more num prédio estudantil. Agora, se vc morar em casa de família, a quantidade de pessoas que utiliza a máquina será bem menor. Pense nisso! 😉

      Puss!

  10. Vânia,
    Aqui na Alemanha aonde eu moro tbm tem lavanderia coletiva, confesso que eu nunca lavei roupa em casa, sempre mandei para a lavanderia, mas certos luxos aqui já viu né…
    Mas eu não gosto muito não,, sabe aqueles dias que não queremos dar bom dia nem para a nossa própria sombra? Então nestes dias só de pensar em ter que encontrar com algum vizinho já me deixa nervosa.
    E digo que nem sei o que é pior, a tal da lavanderia coletiva ou ter uma maquina de lavar instalada no meio do meu banheiro ou cozinha, como já vi em muitas casas aqui na Alemanha.
    Mas agora preciso dar meu ataque de pobre, sinto uma falta tão grande de um tanque para poder lavar minhas calcinhas e c&a….
    Beijos
    Lola

    1. Lolita Maria!
      Eu acho que esse conceito de lavanderia coletiva existe em quase todos os países da Europa, não? No Brasil eu lavava as roupas na máquina de casa mesmo. Agora, os edredons eu mandava para lavar numa lavanderia especializada, pois como eles eram muito grandes, não cabiam na máquina de lavar em casa. E lá se ia meu suado dinheirinho embora.

      Mas aqui a coisa é diferente. Muitos luxos já não fazem mais parte da minha vida, assim como você. Já estou me acostumando com essa rotina da lavanderia coletiva e o melhor é que os meus edredons agora cabem nas máquinas :).

      Te entendo de não querer dar bom dia. Tem dias que a gente acorda querendo fugir de tudo e de todos, né?. Mas sabe, isso pra mim até que passa. O problema é a questão de ter de colocar as minhas roupas na mesma máquina que é utilizada por outras. Fico com aquela insegurança de pegar alguma coisa na pele, ainda mais sabendo que europeu não é lá muito chegado a banhos diários. Me dá uma coisa só de pensar! (arghhhh).

      E essa história do tanque, hein? Sabe que me vi nas suas palavras? Sentindo falta de um para lavar as calcinhas também hahaha.

      Puss!

  11. Tô aqui boba. Jura que tem que por cadeado na lavanderia e que já houve casos de furto de roupas? Gente, eu morava numa residência estudantil no Canadá, com pessoas do mundo todo. Era uma lavanderia para o prédio todo, mas, se bem me lembro, tínhamos 4 máquinas de lavar e 4 secadoras. NUNCA ouvi falar de furto. Na verdade acontecia mesmo era do pessoa esquecer a roupa lá por horas e outra pessoa tinha que tirar as roupas e largar lá em cima da mesa. Ou as vezes o pessoal esquecia uma peça dentro da máquina, geralmente meia pq são pequenas, aí quem achava deixava lá em cima pra o dono encontrar. Isso numa residência estudantil. Já aconteceu de uma amiga minha colocar o edredom pra lavar e quando foi pegar pra secar, alguém que queria usar a máquina tirou o edredom e gentilmente colocou na secadora e ainda pagou os $1,25 pra secar. Lindo, né? Rs.
    Mas dava um medinho de ir lá mesmo, fica sempre no lugar mais sombrio do prédio. Ainda bem que eu só ia acompanhada rs.

    Adorei o post. E vc faz bem, lavar roupa na mão não é coisa de gente phyna que nem a gente hehehehe.

    1. Paulinha, isso nunca aconteceu comigo. Juro! Eu li, já faz bastante tempo, um post na internet onde a pessoa relatava que teve uma blusa furtada de dentro da máquina de lavar roupas. Depois disso, nunca mais li ou ouvi falar algo a respeito. Até fiz uma pesquisa com os meus amigos para saber se isso acontecia com frequência e a resposta foi negativa. No caso do cadeado, eu vi que alguns moradores fazem isso e eu resolvi copiá-los rs. Já vi que tem gente que quer usar as duas lavanderias ao mesmo tempo. Mas o maior problema é o não respeito pelo horário. Achei melhor adotar essa medida também, porque quero evitar dores de cabeça. E outra, eu tenho ciúmes das minhas coisas, né? :D. A controladora em pessoa!

      Gostei de saber da atitude que as pessoas tiveram na lavanderia do seu prédio estudantil no Canadá. Realmente, gentileza gera mais gentileza! Talvez, isso até aconteça aqui, mas como agora eu tranco a porta, jamais saberei!

      Morro de medo de ir lá e quando acontece de ir à noite, que são raros os casos, eu vou acompanhada do maridão. Pelo menos ele finge que me protege e que é o super-herói das mocinhas indefesas perdidas em corredores escuros de lavanderia… e eu finjo que ele me salva!

      Adorei o gente phyna! Me sentindo agora a própria rainha da cocada preta! 😀

      Puss!

  12. Vânia, você sabe qual é o tempo de tolerância para o uso da lavanderia? Cheguei esses dias em casa com 15 minutos de atraso, e quando entrei na lavenderia ( no meu horário), tinha uma roupa na secadora . Fiquei sem saber o que fazer, com medo da pessoa chegar e reclamar, mas o horário era meu ! Esperei um tempo, e como a pessoa não apareceu, coloquei minhas roupas pra lavar e subi pro meu apartamento. Quando voltei, a pessoa já tinha retirado suas roupas da secadora..rsrs Não sei como agir pois não sei as regras da lavanderia…

    1. Oi Aline!
      Boa pergunta! Eu acho que as regras podem variar dependendo do prédio em que se mora. No meu prédio é assim:

      1) Tenho um limite de atraso de no máximo 1 hora do meu horário reservado (está até registrado no manual do condômino isso rs). Por exemplo, se eu reservei das 9h às 12h, a pessoa seguinte ou quem queira utilizar e não fez a reserva, tem de esperar para entrar na lavanderia somente após às 10h. Em contrapartida, se eu atrasei essa 1 hora, eu terei de correr contra o tempo para lavar e secar tudo em apenas 2 horas (em teoria, porque a secagem tem uma exceção que falo abaixo).

      2) Outra regra que eu vi afixada em uma das lavanderias (somente uma) é que se a pessoa não conseguiu secar toda a roupa dentro do horário reservado dela, ela pode usar a secadora por no máximo mais 1 hora, mas não pode usar as máquinas de lavar. Porém, eu nunca faço isso, pois prefiro planejar o que tenho para fazer dentro das 3 horas.

      Eu não sei como são as máquinas no seu prédio, mas no meu caso quando vi que outro morador estava utilizando as máquinas (o caso que mencionei no post) eu olhei quanto tempo faltava para finalizar o processo e vi que o indivíduo tinha acabado de colocar. Ou seja, estava desrespeitando o meu horário e por esse motivo eu tirei as roupas.

      Sugiro que você dê uma olhada se há algum cartaz ou papel afixado dentro (e até fora mesmo) da lavanderia (mesmo aqueles que já estão meio apagados pelo tempo), pois sempre há alguma informação útil com relação à utilização do espaço. Com certeza, estarão em sueco. Mas não se preocupe, porque eu mesma até hoje utilizo o Google Translator quando não entendo.

      Mas se você precisar de alguma ajuda me avise que eu tô aqui, tá! 😉

      Puss!

  13. Vania estou adorando ler seus posts pois é sempre bom conhecer os hábitos e costumes de outras culturas. Podemos assimilar muitas coisas boas e aperfeiçoar outras. Essa da lavanderia já tinha ouvido falar mas você descreveu muito bem. Valeu!!! Bjs

    1. Roseli, fico muito feliz que você esteja gostando.
      Realmente conhecer o que envolve outras culturas tão diferentes da brasileira, nos permite viajar e aprender juntos. Tenho aprendido muito, não apenas com a cultura sueca, como de outros países também. Conhecimento nunca é demais, né?
      Obrigada pelo carinho! 😉
      Puss!

  14. Vânia, super legal o seu post. Por aqui, ainda estou tentando me acostumar com a máquina de lavar fica no banheiro (fico sempre com a impressão de estar sendo observada através da ‘janelinha’ da máquina….rs)

    1. Haha… você precisa tomar cuidado para não pirar, porque desse jeito um dia ela vai te engolir. Brincadeira! Mas falando sério, você é uma pessoa sortuda de ter uma máquina só para você, viu? Sem preocupações, sem horários e ainda tem o prazer de não ter de misturar suas roupas com gente que você nem sabe quantas vezes por semana toma banho. 😀
      Puss!

  15. Vânia, q post bacana.. Eu e Andreas estamos mudando agora e nem eu nem ele moramos sozinhos c essas lavanderias ai… Me ajudou mto saber como funciona, e sua idéia do cadeado é genial! Medo d roubarem minhas roupinhas, ainda mais em prédio d estudantes… Bjao p ti!

    1. Pri, que bom que te ajudou! 😀
      Eu li um pouco sobre as lavanderias nos prédios estudantis também. Vi que em alguns casos a lavanderia possui várias máquinas, mas que você pode utilizar apenas uma (você reserva a máquina 1 ou a 2 e assim por diante). Então, acho que seria bacana dar uma pesquisada (inclusive no youtube) sobre o campus que vocês irão morar. Talvez ajude a acertar as expectativas e assim preservar suas roupitchas! 😉
      Puss!

  16. Olha, esse lance de limpar o filtro das maquinas é um problema. A primeira vez que usamos a tvättstuga do prédio que a gente abriu para colocar o sab@o… Gzuis! Quase cai para tr@s, estava podre demais, com crostas grossas e pretas. Perdemos um temp@o limpando. Na segunda vez que fomos lavar adivinha? Tudo sujo de novo. Escrevemos dois emails para os senhorios reclamando. Que galera porca!

    A lavanderia do meu prédio fica no por@o. Eu também n@o vou sozinha hahaha… Duvido que eu va sozinha, alone in the dark jamais!
    Para marcar horario é o mesmo esquema da sua e o periodo é de 3 horas também. Temos a sala para passar roupa e tal, mas n@o usamos.

    Fora os filtros, nunca tivemos problemas, mesmo assim coloco a tranca. E duas vezes tirei peCas de vizinhos, que estavam na secadora e deixei no carrinho.

    No geral, acho uma m@o na roda ja que n@o temos espaCo e no inverno é complicado secar roupa! Só espero que aprendam a limpar os benditos filtros!

    Um beijo teimosinha!

    P.s. desculpa os erros, n@o da para colocar acento em todas as vogais ou usar cedilha.

    1. Bebis!
      Mas gente assim nós iremos encontrar em qualquer lugar, né? E olha que esse lance de limpar as máquinas já vem de longa data, imagina agora então num país como a Suécia que recebe pessoas do mundo todo e com culturas tão diferentes. Eu também não gosto quando encontro as máquinas desse jeito. Fiquei incomodada pacas. Mas quem disse que viver em comunidade seria fácil, ainda mais num país que não é o seu rs.

      No prédio onde moro a galera não costuma limpar também (arrrgh), mas nunca tentei enviar um e-mail relatando isso. O que eu vejo é que pelo menos uma vez ao mês uma pessoa (acho que contratada pelo condomínio) faz aquela limpeza nas lavanderias. Mas, né, limpeza à brasileira só a gente mesmo. 😀

      Ainda tô nesse processo de me acostumar a utilizar essas lavanderias… só espero que eu me acostume logo! 😉

      Puss!

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